top of page

A FORMA COMO EU ME VISTO NÃO ANULA MEU PROFISSIONALISMO

Nesses últimos dias compartilhei no meus stories sobre um podcast que ouvi da consultora de moda Paula Salvador e a Ju Pimentel que é advogada e apaixonada por moda.


Após esse episódio eu comecei a pensar muitoooo sobre o dress code nos dias de hoje.


A Ju é advogada que mora em Paris, mas que não tem um "estereótipo" de advogada. Porque no nosso imaginário coletivo ( e consultoras de moda) dizemos que advogada tem que ( o problema sempre começa ai) se vestir com cores neutras, terninho, saia lápis, aquela coisa clássica e tradicional, sabe, porque afinal você precisa passar profissionalismo e credibilidade.


Mas se você olhar o perfil da Ju vai se deparar com um terninho animal print + pink, ou uma sobreposição de camisa com um top de organza nadaaaa discreto, alguns looks color blocking, ou até mesmo paetê meu amigos e de dia!



fotos do Instagram @juppimentel


Agora a pergunta que não quer calar. Ela é uma advogada menos profissional e com menos credibilidade por ter um estilo tão criativo e colorido?


É óbvio que não!


E essa é uma conversa muito interessante porque no livro Psicologia das Cores, da EVA HELLER ela fala que usar cores era um privilégio somente da nobreza, porque de fato não era algo acessível pra todos e quando a gente fala de monarquia a gente sabe que tem extravagancias, um certo exagero para separar mesmo o rico do pobre.


Ela cita no livro que quando foi introduzida a democracia, as pessoas introduziram a ideia de que "o que não chama atenção é o correto", traduzindo tudo que é colorido e chamativo demais é imoral.


Então estudando um pouco da nossa história a gente já sabe da onde vem essa nossa aversão por cores né.


Eu sinceramente não acho que essa coisa do dress code para profissionais vai mudar, e não sou contra isso, mas a gente vai ter que se acostumar ( e graças a Deus) com o fato de que uma advogada, uma jornalista, arquiteta, empresária, médica que não se vestir de acordo com o código de vestimenta que a sociedade acha correta, é menos competente e profissional que as outras.


Nossa sociedade evoluiu para um lugar de mais liberdade de expressão, ainda com profissionalismo, mas que não coloca a gente mais em caixinhas limitadoras, o que é ótimo porque hoje a gente consegue ter mais conexão com as pessoas pelo simples fato de como ela se comunica ao mundo com a roupa que ela escolheu.


Sabe aquela história de que dependendo da loja a gente nem entra, porque não se sente confortável? É isso.


Tem gente que só de olhar você vai se sentir super confortável em contratar o serviço dele e outros não vão rolar identificação e isso não pode anular a competência da pessoa.


Te convido a ouvir esse episódio que tá muito bom e se você ta curiosa para ver os looks da Juliana Pimentel clica aqui.


Depois me conta aqui ou lá no Instagram o que acha sobre essa nova era do dress code.

bottom of page